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Viver relacionamentos estáveis
constitui um dos maiores
objetivos humanos. Mas nem
todos conseguem o sucesso
pretendido.
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Um dos motivos é o medo de
viver decepções e perdas.
Outro é ter que se defrontar
com parceiros controladores e
possessivos, e outro ainda o
pior de todos talvez , é o
desejo de estar-se disponível
para as relações prazerosas, embora
superficiais, que se
apresentam hoje com tanta
facilidade. |
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A origem desses medos podem
ser desilusões ocorridas no
passado, atualizadas em
experiências igualmente
negativas. Ao assumir um
compromisso, o receio de
sermos enredados em exigências
de dedicação e cobranças faz
com que muitos de nós fujamos
das chamadas uniões sérias
acompanhadas, freqüentemente,
de ciúmes e desconfianças
desgastantes.
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Relacionar-se amorosamente era
entendido como passar a ser
proprietário ou objeto do
outro, e hoje, esse modelo se
tornou obsoleto, Porém, uma
escolha implica, quase sempre,
abrir mão de várias opções, e
acontece de a pessoa ficar
dividida entre o desejo de ter
alguém que possa amar, em quem
possa confiar e com quem possa
contar nos momentos
importantes, e a necessidade
de estar livre para aproveitar
experiências de prazer e
diversão que se oferecem cada
vez com mais facilidade. A
opção entre ligar-se a um
parceiro ou permanecer
disponível para envolver-se
com vários, todavia, terá de
ser feita. |
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Por mais que os princípios
morais e os costumes tenham se
tornado mais flexíveis em
nossos dias, o amor continua a
manifestar-se com suas
demandas de proximidade,
doação e exclusividade.
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É preciso lembrar, porém, que
nenhuma situação irá
satisfazer o desejo de
felicidade plena existente
sobretudo nos românticos e
sonhadores. Na época da
maturidade se deseja um
companheiro que tenha vivido
bem as etapas que deixou para
trás, pois as lacunas do que
“poderia ter sido e não foi” tendem
a lançar uma sombra sobre o
presente. A capacidade de se
fazer a escolha decide sobre o
grau de equilíbrio emocional
do indivíduo. Porém... ela
precisa ser feita! |
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Agora, quando há o desejo de
aprofundar uma relação na área
afetiva, sempre associado à
impossibilidade de que isso se
dê, a saída é recorrer a um
psicoterapeuta pois cada um
tem seu próprio problema e as
origens do mesmo variam.
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Música: Tema filme Summer Of
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