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Fundamentação
Doutrinária
Dogmas
A religião judaica é monoteísta. Toda a vida depende de um único Deus e tudo o
que é bom vem Dele. O nome “Deus” é escrito nas letras IHVH, que em hebraico
quer dizer “eu sou quem sou”. É lido como “Jeová” ou “Javé”. Seu nome real é tão
sagrado que os judeus normalmente nem o pronunciam, substituindo-o por “o
Senhor” ou “o Nome”.
Foi Jeová quem criou o mundo, e ensinou ao homem como viver em função dos seus
deveres, seguindo somente a Deus, ajudando e respeitando seu próximo.
Não há distinção entre a parte ética e a parte religiosa da doutrina judaica.
Tudo pertence à Lei de Deus. Há 613 mandamentos _ 248 afirmações e 365
proibições. Partem do princípio de “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.
Os judeus adotam a Tzedaká (uma doação durante as funções religiosas).
Livros Sagrados
A Bíblia é o livro sagrado dos judeus. Trata-se de um conjunto de textos
históricos, literários e religiosos. A Bíblia judaica equivale ao Antigo
Testamento, organizados em 24 livros divididos em três grupos:
1.A Lei (Torá) – o Pentateuco, os cinco livros de Moisés: Gênesis, Êxodo,
Levítico, Números e Deuteronômio. Contém as normas legais, morais e as regras do
culto judaico. Reunião de vários textos escritos no decorrer dos anos,
tornando-se completo por volta de 400 a.C.
2.Os profetas (Neviim) – são livros históricos e proféticos que buscam uma
interpretação religiosa para a história. Os livros proféticos são: Isaías,
Jeremias, Ezequiel e os Doze Profetas Menores; Oséias, Joel, Amós, Abdias,
Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.
3. Os escritos (Ketuvin) – demais livros escritos, Os Salmos, textos poéticos
com grande significado histórico. Grande parte desses livros foi escrita durante
o período dos reis, podendo ser divididos em vários tipos, sendo os três mais
importantes: cânticos de louvor (hinos), de lamentação (orações) e de ação de
graças. O Livro de Jó – livro de grande importância para a literatura mundial. O
Livro de Daniel – a mais recente escritura do Antigo Testamento, aproximadamente
165 a.c.
O Talmud – Estudo. Texto usado pelos rabinos em seus ensinamentos para orientar
os fiéis em situações concretas. (Contém leis, regras, preceitos morais,
comentários, histórias e lendas sobre “A Lei” ).
Lugares Sagrados
Sinagoga – Templo judaico sem imagens nem objetos no altar. Tem como foco
principal a Arca, uma espécie de armário situado na parede oriental, direcionada
a Jerusalém. Dento da Arca estão guardados os rolos da Tora, que estão escritos
em pergaminho, e são envolvidos por uma capa feita de material nobre, como seda,
veludo, decorados com sinos, uma coroa e um escudo de metal precioso. Dentro da
singoga, a Arca está indicada por uma "luz eterna", que nunca se apaga. Em
hebraico, essa luz é chamada de "ner tamid".
Muro das Lamentações – A única parte que sobrou do segundo Templo de Jerusalém,
destruído no ano 70 d.c. pelo imperador Tito, reúne os judeus do mundo inteiro
para fazerem orações e entregarem seus pedidos escritos em pequenos papéis e
colocados no grande Muro.
Túmulo do Rei Davi – localizado na colina do Monte Sião, o túmulo do Rei Davi é
um dos lugares mais visitados de Jerusalém.
Cemitério de Jerusalém – A religião é o centro da vida dos judeus e ela perpassa
todas as fases da vida, inclusive a morte. Por isso, o cemitério é um lugar
sagrado, guardando a memória dos antepassados, aqueles que transmitiram a fé, a
tradição e o conhecimento.
Túmulo de Raquel O túmulo de Raquel, esposa e mãe dos 12 filhos de Jacó,
situa-se às margens da estrada que liga Jerusálem e Bélem. É um lugar muito
visitado pelos Judeus.
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