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O
BUDISMO
Buda acreditava que os extremos da vida deviam ser evitados. Tanto o
prazer extravagante como a abnegação exagerada devia ser evitados. Ambos os
extremos provocam sofrimento e, segundo Buda, o caminho para o fim do
sofrimento é a via do meio, que Buda descreve em oito seções.
Visão Correta
A vida envolve sempre mais do que crenças, mas nunca podemos desviar-nos
delas completamente porque, além de sermos animais sociais, somos também animais
racionais. Não totalmente, como o Buda reconheceu, mas a vida precisa de
projetos, de mapas em que a mente possa confiar se as nossas energias forem
dirigidas para esse propósito.Um elefante por mais perigo que corra, não fará
nada para fugir até se assegurar de que o caminho que vai percorrer suportará o
seu peso. Sem ter esta certeza, irá preferir a agonia à incerteza da queda.
O mesmo acontece com o ser humano. Até que a razão seja satisfeita, o indivíduo
não avança com firmeza em nenhuma direção.
Assim, é necessária alguma orientação intelectual antes de se fazer algo com
firmeza. As Quatro Verdades Nobres fornecem esta orientação. O sofrimento é
provocado pelo desejo de satisfação pessoal. Esse desejo, ou anseio é refreado
através do Caminho das Oito Vias.
Aspirações Corretas
Enquanto o primeiro passo nos leva a tomar decisões tendo em conta o
problema básico da vida, o segundo conselho é deixar que os nossos corações
sigam os seus desejos.
Linguagem Correta
É necessário ser-se verdadeiro no que se diz. A primeira tarefa é tentarmos
estar cientes da nossa linguagem e do que ela revela sobre a nossa
personalidade. Ao invés de começarmos com a decisão de só dizermos a verdade,
faremos melhor se recuarmos um pouco e pensarmos na quantidade de vezes que,
durante o dia, nos desviamos da verdade e por que razão o fazemos. O homem deve
abster-se da mentira, da bisbilhotice e das frivolidades e deve falar de forma
verdadeira, amigável e atenciosa.
Conduta Correta
Antes de tentarmos melhorá-lo, devemos entender o nosso comportamento. A
conduta correcta para os budistas implica não matar nenhum ser vivo, não roubar,
não se entregar a relações sexuais licenciosas, não mentir e não tomar
estimulantes.
Atividade Correta
Buda considerava que o progresso espiritual era impossível quando as ações
humanas o contrariavam.
Para aqueles que cuja vontade de libertação é suficiente para dedicarem toda a
sua vida ao projeto, a atividade correta consiste em integrar uma ordem
monástica e observar a sua disciplina.
Para os leigos, requer que se dediquem a ocupações que promovam a vida ao invés
de destruí-la.
O Buda não quis generalizar e nomeou profissões e atividades que seriam
incompatíveis com a seriedade espiritual. O tráfico de escravos, a prostituição,
a venda de armas, são exemplos de atividades que não são corretas.
Esforço Correto
O budista não deve permitir a intervenção de pensamentos ou de estados de
espírito destrutivos, e se estes já se tiverem instalado, deverá tentar
desviá-los antes que eles tenham efeitos visíveis.
Atenção Correta
Nenhum outro mentor exerceu mais influência sobre a vida do que Buda. O mais
amado de todos os textos budistas, o Dhammapada, começa assim: “Tudo o que somos
é o resultado daquilo que pensamos”. Buda considerava que a liberdade – a
libertação da nossa existência inconsciente e automática – é alcançada através
do auto conhecimento.
Se tomarmos atenção aos nossos pensamentos e sentimentos, percebemos que eles
entram e saem da nossa consciência e não constituem parte permanente de nós.
Devemos testemunhar todas as coisas de forma não reativa, especialmente os
nossos estados de espírito e emoções, de modo a não condenar umas e dar
demasiada importância a outras.
Êxtase Correto
Nesta fase, o budista deve conseguir alcançar o controle completo sobre a
mente e o corpo. Depois disso, estará pronto para iniciar a meditação.

BUDISMO -
HISTÓRIA
O budismo é conhecido há mais de 2500 anos, tendo sido fundado na Ìndia antiga,
por Sakyamuni, logo após ter atingido a iluminação. Historiadores Tibetanos
asseguram que o Buda Sakyamuni repassou todos os ensinamentos budistas,
nas modalidades de ensinos de Hinayana, Mahayana e Vajrayana, o que veio a ser
conhecido como os três veículos principais para se atingir a iluminação.
Cada um destes veículos de ensino se tornou popular em períodos diferentes na
história do Budismo. O budismo começou a ser disseminado ao longo da Ásia.
O ciclo dos ensinamentos Hynayana ficou estabelecido no Sri Lanka.
Logo após o transcurso dos ensinamentos de Buda a seus discípulos,
o budismo floresceu na Ìndia em 18 escolas. O Hinayana ficou conhecida no tempo
do grande Rei indiano Asoka no primeiro século d.C. (depois de Cristo).
Os ensinos do Mahayana se tornaram populares e continuou a ser disseminado ao
longo da Ásia nos primeiros séculos d.C.. Durante os séculos seguintes, a
expansão do ensino budista tomou as rotas comerciais, como a rota da seda. Estes
ensinamentos se tornaram populares por meio de grandes mestres: Nagarjuna, Bavya,
Jnanagarbha, Aryadeve, Asanga, Vasubandhu, Dignaga, Dharmakirti, Tilopa e Naropa
que se tornaram conhecidos e até hoje são lidos seus ensinamentos em livros.
O budismo alcançou a China no quarto século, sendo disseminado no sétimo século
também no Tibet.
Os ensinamentos
Vajarayana
Embora Buda tenha ensinado o Vajrayana a um grupo restrito de discípulos
durante a sua vida, o ciclo Vajrayana não se tornou popular até o sexto século.
Isto só aconteceu quando alguns mestres Marayana, deixaram suas instituições
monásticas para pesquisarem os estudos do caminho e práticas de tantra Vajrayana.

A HISTORIA DO BUDISMO NO TIBET
Entre o sétimo e nono séculos, o império Tibetano era um poder dominante na
Ásia. Tinha autoridade ao longo da região de Tarim que abrangia o Norte da China
e Nepal, durante o reinado do Rei Songtsen Gampo. Nesse período uma nova escrita
foi criada o que permitiu a tradução de textos sânscritos budistas para o
tibetano. Muitos tradutores executaram durante os séculos seguintes o feito
surpreendente de traduzir quase o corpo inteiro dos textos budistas.
No oitavo século, sob o reinado de Trisong Detsen, uma grande leva de mestres
budistas viajou ao Tibet vindos da Índia, entre eles os incomparáveis mestres
Padmasambhava, Vairocana, Santaraksita e Vimalamitra. Difundiram o dharma e o
budismo foi bem estabelecido no Tibete. Algumas décadas depois o budismo
encontrou resistências e não foi apoiado pelo governo. As instituições budistas
se recuperaram gradualmente e uma segunda onda de traduções e professores veio
da Índia entre o décimo primeiro e décimo segundo séculos.
O Budismo Tibetano pode ser dividido em numerosas "escolas". Estas escolas são
todas doutrinariamente bem parecidas, mas são distintas por seus professores e
textos autorizados. São ensinamentos transmitidos seguindo tradições vivas por
estes professores e instituições. A transmissão dos ensinamentos é conhecida
como "linhagem". O mecanismo básico da linhagem budista é a relação de
professor- estudante. Um professor particular ensina a seu estudante por meio
verbal, selecionando e explicando o significado dos textos budistas. Tal
transmissão, bem como o material textual acompanhante é repassado para o
estudante e assim sucessivamente. Este processo de troca externa dos
ensinamentos entre o professor e o estudante, leva a um processo interno de
aprendizado dos ensinamentos. Por esse meio a realização espiritual do professor
também é repassada para o estudante. Realmente é a transmissão desta qualidade
de sabedoria viva é que é a qualidade da essência do Budismo Tibetano até os
dias de hoje.
Tradicionalmente dentro do Tibete há muitos agrupamentos de escolas, como são
conhecidas. O agrupamento mais famoso nos tempos modernos são as quatro escolas
principais: Nyingma, Kagyu, Sakya e Gelugpa.
1ª Escola - Nyingma
O Nyingma, ou "escola velha", segue os fundamentos do budismo inicial dos
sétimo e nono séculos. A figura principal é Padmasambhava.
2ª Escola - Kagyu
A escola Kagyu vem do indiano mahasiddha Tilopa e seu discípulo Naropa.
Naropa em troca ensinou a Marpa. Este por sua vez ensinou a Milarepa cujo
principal discípulo foi Gampopa e um dos principais discípulos de Gampopa foi
Karmapa Dusum Khyenpa. A escola Kagyu enfatiza o repasse das instruções verbais
de professor para estudante.
3ª Escola - Sakya
A escola Sakya é originária do mahasiddha indiano Virupa que transmitiu os
ensinos budistas aos estudantes de Drogmi Sakya Yeshe que em troca ensinou a
Khon Konchog Gyalpo, que construiu um monastério no Tibet perto da terra nomeada
"Sakya" o nome da linhagem.
4ª Escola - Gelugpa
A escola Gelugpa ou Gandenpa, vem de seu fundador Tsong Khapa que
revitalizou os ensinamentos de Kadampa de Atisha e os combinou com ensinos de
textos transmitidos durante a segunda onda da transmissão do budismo para o
Tibet entre os décimo primeiro e décimo segundo séculos. É a escola nova. O
Dalai Lama vem da escola de Gelugpa.
Em geral as tradições de linhagem são apoiadas por diferentes instituições
Tibetanas independentes. Cada uma destas escolas principais tem áreas
geográficas de influência onde são mais populares.
Após 1950 com a invasão do exército chinês comunista ao Tibet, a mudança
institucional foi obrigatoriamente alterada. Muitos lideres espirituais e de
diferentes linhagens acharam a atmosfera no Tibet não mais condizente para a
prática dos ensinamentos e foram forçados a deixar seu País.
O budismo Tibetano atualmente é amplamente difundido em diversos países do
mundo.

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