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Sempre que lemos reportagens,
sobre mulheres que pegaram aids dos próprios maridos,
ficamos impressionados
com a inconseqüência e o desrespeito que
muitos homens têm diante de suas
companheiras.
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Qualquer um
de nós, independentemente de fatores culturais ou etnológicos,
sabemos e entendemos que quando se começa um relacionamento
com alguém, se estabelece naturalmente um código de princípios
a ser respeitado, inclusive porque
ninguém é obrigado a formar um vínculo ou ficar preso a
ele se não quiser.
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Esse código
nada mais é
que um gesto de confiança, um
acordo de que os dois vão se responsabilizar um pelo
outro, e ambos pelos
filhos... A base estrutural de uma relação é a confiança.
Quando ela se rompe, a dor é muito forte, fazendo grandes
estragos internos em quem foi traído e na própria relação.
Imaginem a traição seguida de morte,
onde a infidelidade destrói o ego e a aids, o corpo. |
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Os homens possuem
(assim como as mulheres), o direito de ter
suas preferências e desejos sexuais, mas este direito termina
quando colocam em risco suas companheiras. Na realidade,
infelizmente, os homens acham
que podem ter um pouco de tudo: o casamento, a segurança
do lar, os filhos, a mulher fiel e o ambiente familiar,
além de aventuras heterossexuais e/ou homossexuais na rua. |
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Por imaturidade
e irresponsabilidade, alguns homens acreditam que são imunes
às doenças de risco, principalmente depois de uns goles
de uísque. Certos pais agem como seus filhos adolescentes,
que não medem conseqüências. |
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Para quem não
consegue evitar sexo extraconjugal sem proteção
é aconselhável que se faça um tratamento psicoterápico.
Seja para assumir sozinho seus desejos sexuais correndo
os próprios riscos, ou para entender
suas origens, conhecer a causa do problema,
abandonando as fantasias arriscadas,
a fim de, no mínimo poupar sua família das consequências. |
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Hoje vive-se
na era dos direitos humanos, na qual assumir desejos sexuais
incomuns não é tão aterrorizante. O terror está em escolher
a mulher como cúmplice, sem pedir-lhe autorização. Gostaria
de saber que homem, no lugar de sua companheira, depois
de saber de tudo, ainda cuidaria dela até a morte, como
acontece com a maioria das mulheres com
seus maridos doentes. |
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Infelizmente,
ainda em países
de ignorantes no assunto, o preconceito e a desinformação
ainda levam as mulheres contaminadas a sofrer discriminação
social e ficar isoladas da sociedade
e até da sua própria família.
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