CANDONBLÉ

Candomblé é uma palavra africana que significa dança. Propriamente, é uma dança religiosa na qual se reza para os orixás.

Esta dança é uma invocação praticada por mulheres chamadas de sambas.

Todos os seguidores das religiões afro-brasileiras têm seu orixá. Acreditam que todos os seres humanos nascem da Natureza, em um determinado dia, lugar e hora sob o comando de um orixá.

No Candomblé, o orixá é uma força da criação divina, manifestação de Olorum, o criador de tudo (Deus).


Os Orixás
 

Exu: Mensageiro, guardião, guerreiro.
Senhor dos caminhos, da comunicação, da inteligência, do bom humor e da sexualidade.
Exu está presente em todos os lugares e mantém contato com todos os orixás e ancestrais. Sua personalidade assemelha-se ao perfil humano, reunindo num só contexto o bem e o mal. É amante dos prazeres da vida, das cores e odores.

Ogum: Deus da guerra, da metalurgia, da tecnologia.
Orixá inventor, grande explorador de caminhos e general dos demais orixás.
Ogum é o filho primogênito da família dos Orixás Caçadores, foi encarregado por Olorum (criador do Universo) para abrir o caminho para todos os orixás. É Ogum quem abre todos os caminhos da vida. Seu perfil é valente, sério e justo. Sua morada é na floresta.

Oxóssi: Deus da fauna, da caça, da fartura. Senhor da Ecologia e patrono dos animais.
É esposo de Oxum, pai de Logum Edé e pai adotivo de Oiá Iansã. Oxossi é o irmão mais novo de Ogum, e responsável por toda a comida que chega até a nossa mesa. Seu nome significa: “caçador de uma só flecha”.
Devido à popularidade de seu culto, é patrono em muitos terreiros da Bahia.

Ossaim: Deus das folhas e vegetação.

Oxumarê: Deus do arco-íris.

Xapanã:Tem duas formas: Obaluaiê e Omulu. Obaluaiê é o Xapanã jovem, das pragas e doenças , da cura.

Omolu é o Xapanã velho, médico dos pobres.

Xangô: Deus da justiça e do trovão. Patrono da política, diplomacia, sedução e articulação. Senhor da vida, é o grande Rei dentre os orixás. Iansã, Obá e Oxum são suas esposas. Xangô controla o fogo, porém seu poder só tem efeito se praticado junto com Iansã, de quem Xangô não pode se separar.

Iansã: dona dos espíritos dos mortos e dos relâmpagos. Senhora da alegria e protetora das mulheres.
Seu nome significa “rápida, ligeira”. Filha adotiva de Oxossi, casou-se com Ogum e Xangô.
Junto com Xangô, ela controla o poder do fogo.

Obá: Deusa das águas, do poder da mulher e do trabalho doméstico.

Oxum: Deusa do amor e da fertilidade, das águas doces e do ouro.

Olorum, criador do Universo, enviou seus orixás até a terra. No entanto, ele esqueceu de enviar Oxum. A terra se tornou seca, sem água e sem vida. Percebendo o engano, Oxum foi enviada à terra para trazer beleza e fertilidade.
Oxum casou-se com Oxóssi e logo em seguida com Xangô. Mãe de Iansã e Logum Edé. Vaidosa e bela, Deusa do ouro, ela adora braceletes, coroas e espelhos.

Logum Edé: Orixá dos rios dentro das florestas.

Iemanjá: É a Grande Mãe dos Orixás, a deusa da maternidade, das grandes águas, mares e oceanos. Iemanjá é esposa de Oxalá. A palavra “Iemanjá” quer dizer “Grande Mãe cujos filhos são peixes”.
Aprecia pratos preparados com milho branco, azeite de dendê, cebola e camarão seco. Iemanjá é uma mulher sensual que encanta os navegantes.

Nanã (Nanã Baruquê) Orixá da chuva, da lama e do fundo das águas. Promove a purificação da atmosfera e a limpeza.

Oxalá: É o Senhor da Sabedoria de dois mundos: Orum (o céu) e Ayê (terra).
Manifestação cósmica do céu, da terra, da luz, da paz e do amor. Foi incumbido por Olorum, criador do Universo, para criar todos os seres da Terra.
É esposo de Yemanjá e Nana (a Anciã). Usa um cajado para separar os dois mundos. Seu cajado era feito da madeira da árvore dos orixás, (os irocos), uma árvore mística que ligava a terra ao céu através das suas raízes e galhos. Nos dias de hoje esse cajado é feito de prata. O mundo é dividido em duas partes: Oxalá é o princípio masculino da criação e Ododua o princípio feminino. Ambos se completam e não vivem separados.
Oxalá se apresenta de duas maneiras:
Como ancião – Abauxorô
Como guerreiro – Oxoriã
Tem duas formas de manifestação. Oxaguiã e Obatalá.

Oxaguiã: (nascer do sol) Deus da sobrevivência da criação, da cultura material.

Obatalá ou Oxalufã: (pôr do sol) Deus da criação e da humanidade.É o pai de todos os orixás.
Senhor do ar, do branco, da fala, símbolo da paz.
Chamado por muitos o Velhão.

Erê ou Ibêji: Mediador entre Iaô e Babalaô.
Ao Erê não existe dia especialmente consagrado, pois atua às vezes antes da vinda dos orixás (transmite ordens recebidas dos orixás, vibrações).É o Deus das guloseimas.
Nas manifestações de Erê, o Iaô sob a sua vibração se comporta como criança.

Ifá: Protetor do jogo de búzios, das artes divinatórias, de cola de dendê.Este orixá jamais se incorpora, mas atua de outras maneiras.





UMBANDA

   A origem da palavra Umbanda perde-se no tempo. São várias as definições que já foram apresentadas a respeito deste nome tão sagrado.

Na verdade, quando o vocábulo Umbanda começou a ser introduzido pelos praticantes daquela nova religião, todos, de um modo geral, humildes o bastante para permitirem serem instrumentos daqueles que iriam fazer grandes revelações, não tiveram a preocupação de captar a verdadeira palavra mântrica que lhes estava sendo passada.

A origem do vocábulo está na raiz sânscrita AUM que, na definição de Helena Petrovna Blavatsky, em seu Glossário Teosófico, significa a sílaba sagrada; a unidade de três letras; daí a trindade em um. É uma sílaba composta pelas letras A, U e M (das quais as duas primeiras combinam-se para formar a vogal composta O).

É a sílaba mística, emblema da divindade, ou seja, a Trindade na Unidade (sendo que o A representa o nome de Vishnu; U, o nome de Shiva, e M, o de Brahmâ); é o mistério dos mistérios; o nome místico da divindade, a palavra mais sagrada de todas na Índia, a expressão laudatória ou glorificadora com que começam os Vedas e todos os livros sagrados ou místicos. Já a palavra Bandha, também de origem sânscrita, no mesmo glossário significa laço, ligadura, sujeição, escravidão. A vida nesta terra.

Assim, analisando as duas palavras, podemos definir a Umbanda como sendo o elo de ligação entre os planos divino e terreno. Infelizmente, na época da revelação da Umbanda em terras brasileiras, não houve a preocupação em se manter a integridade do vocábulo. A palavra mântrica Aumbandha foi sendo passada de boca a ouvido e chega até nós como Umbanda.

Pelo seu uso, o termo Umbanda, hoje já consagrado, ganhou força mântrica. Mas não devemos nos esquecer desta origem tão sagrada. A Umbanda, em síntese, é o elo de ligação entre a divindade e os seres humanos! É a manifestação do plano divino no plano físico. É o despertar de Deus no coração dos homens.

No entanto, a Umbanda não crê em entidades tutelares de forças naturais. Esta é a concepção do Candomblé. A Umbanda crê em forças ou qualidades divinas que ao penetrarem no campo áurico do planeta, sentem-se atraídas por determinados habitat’s da natureza. As entidades cultuadas pela Umbanda, denominadas de Caboclos, Crianças, Pretos-Velhos, Exus e Pomba-Giras, citando somente os mais cultuados, não são espíritos tutelares de forças naturais. São seres como nós, que já viveram e estiveram encarnados, exatamente como nós, diferenciando-se pelo seu elevado grau de espiritualização.

A Umbanda presta culto a todos os grandes Avatares como Jesus, Buddha e Krishna. Assim, não somente o Mestre Jesus é o Mestre Supremo da Umbanda. Pela sua característica sincrética, a Umbanda cultua todos estes grandes seres, devotando-Lhes posição especial.
 



BATUQUE


• Os rituais de iniciação devem ser seguidos à risca para alcançar os objetivos junto aos Orixás.

• Os Orixás são as figuras sagradas no batuque.

• Os pais e mães de santo são autoridades máximas porque são eles que coordenam a vida religiosa dos filhos de santo.

•Os animais são usados em sacrifício para a purificação.
 

 

Musica:China Roses/Enya

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